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Tecnologia 3D do projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360® reforça combate ao tráfico ilícito de bens culturais 

O projeto PATRIMÓNIO CULTURAL 360®, uma iniciativa do Património Cultural, I.P. financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), assume-se hoje como uma ferramenta estratégica na segurança do património nacional. Através da produção de levantamentos 3D e digitalizações de alta resolução, o projeto dota as autoridades de provas forenses cruciais para a recuperação de bens em caso de furto ou tráfico ilícito. 

Com mais de 60.000 bens culturais móveis já digitalizados, o PCIP criou um repositório de informação técnica que funciona como uma “identidade digital” de cada peça. Em caso de desaparecimento, estes registos permitem à Polícia Judiciária e à INTERPOL a identificação rigorosa dos objetos através da comparação de geometrias e texturas captadas com precisão milimétrica. 

Além dos bens móveis, o levantamento 3D de 35 imóveis classificados, que incluem monumentos e sítios arqueológicos, recorre à tecnologia laser scanning para gerar nuvens de pontos georreferenciadas. Este mapeamento rigoroso permite monitorizar a integridade dos sítios, facilitando a deteção de alterações, servindo de base para investigações periciais.

“A digitalização não é apenas um ato de divulgação, é um ato de proteção. Ao termos um registo técnico tão profundo de cada peça e monumento, estamos a elevar a barreira contra o crime organizado no setor da cultura, garantindo que o património português está devidamente documentado e protegido em bases de dados internacionais,” afirma Luís Sebastian, Diretor do Departamento de Transição Digital. 

Todos os conteúdos produzidos, incluindo visitas virtuais, modelos digitais e filmes documentais, estão acessíveis gratuitamente ao público em: https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt