59.ª Festa da Espiga em Salir cumpriu tradição
Está concluída mais uma edição da Festa da Espiga. Entre os dias 14 e 16 de maio, a vila de Salir recebeu milhares de visitantes que passaram pelo recinto para acompanhar as tradições serranas, a feira de artesanato e as tasquinhas de petiscos típicos. O cartaz musical contou com as atuações de 4 Mens, Bezegol & Rude Bwoy Banda e Vizinhos, entre muitos outros nomes que animaram as três noites do evento.
O desfile etnográfico que se realizou na quinta-feira, Dia da Espiga e feriado municipal, voltou a ser o ponto alto do certame. As ruas encheram-se para ver a recriação de artes e ofícios da serra e ouvir os versos de improviso dos poetas populares, numa demonstração viva da cultura local.
Com o objetivo de levar a festa ao público mais alargado possível, a programação incluiu iniciativas dedicadas a todas as gerações. Destacaram-se o Baile Sénior, que proporcionou um momento de convívio à população mais idosa, e a “Tarde das Espiguinhas”, com animação e o torneio de futebol dedicados aos mais novos. A vertente desportiva e de contacto com a natureza também marcou presença através do Passeio BTT e da caminhada “Trilhos da Espiga”, que abriram o evento logo na manhã de quinta-feira.
Francisco André Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Salir, destacou o papel de todos os envolvidos. Para o autarca, “a Festa da Espiga é uma das referências da identidade da nossa região e só é possível pelo envolvimento de centenas de pessoas que têm orgulho genuíno nas nossas tradições e, particularmente, neste evento”. O autarca agradece ainda “a todos os que nos visitaram e, em especial, às centenas de voluntários e instituições envolvidas”.
Criada em 1968 por José Viegas Gregório, a Festa da Espiga nasceu para celebrar a Quinta-feira da Ascensão e as raízes agrícolas da freguesia, tendo sido finalista das “7 Maravilhas da Cultura Popular”.
Com o encerramento desta edição, a Junta de Freguesia iniciará em breve a preparação da 60.ª edição, a realizar em 2027. Francisco André Rodrigues antevê “uma edição muito especial, que será um justo tributo a seis décadas de história e a todos os que mantêm viva a nossa identidade”.