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A AIPAR junta-se ao Mês do Laço Azul e apela à comunidade: proteger as crianças é responsabilidade de todos

No mês em que se assinala o Laço Azul, a AIPAR (Associação de Proteção à Rapariga e à Família) reforça o trabalho que faz todos os dias: garantir que as crianças e jovens da região crescem em segurança.

Laço Azul é o símbolo internacional contra os maus-tratos na infância, sejam físicos, psicológicos ou sexuais. Para quem trabalha nesta área, abril é um mês de especial atenção, mas a verdade é que esta é uma causa que não tem mês. Na AIPAR, é o ano inteiro.

Há um dado que muitas pessoas desconhecem: a lei portuguesa estabelece que qualquer cidadão que saiba de uma situação em que uma criança esteja em perigo tem o dever de comunicar. Não é preciso ter a certeza. Não é preciso ter provas. Basta a suspeita. A comunicação pode ser feita à PSP, à GNR, à CPCJ da área de residência ou ao Ministério Público. E pode ser sempre anónima. ACPCJ permite, inclusivamente, fazê-lo online.

Quando uma situação destas chega às entidades competentes, o primeiro passo é sempre avaliar o contexto da criança e da família. O objetivo é manter a criança no seu meio, sempre que existam condições de segurança para isso. Nos casos em que tal não é possível, a criança pode ser integrada numa família de acolhimento ou encaminhada para uma instituição. Nenhuma destas decisões é tomada de ânimo leve. Todas colocam o bem-estar da criança em primeiro lugar. E comunicar uma situação de perigo não significa que a criança vai ser retirada à família. A AIPAR, através do CAFAP, trabalha diariamente para apoiar e fortalecer famílias, criando condições para que as crianças possam permanecer no seu meio.

A AIPAR é uma IPSS fundada em 1988, com sede em Faro. Trabalha nas áreas do acolhimento familiar de crianças e jovens, do acolhimento temporário de raparigas entre os 12 e os 18 anos, do apoio familiar e aconselhamento parental, da inclusão de pessoas com deficiência e da emergência alimentar.