Comissão municipal de defesa da floresta contra incêndios reuniu em Loulé e fez balanço de 2022

No passado dia 16 de novembro, nas instalações do Serviço Municipal de Proteção Civil, Segurança e Floretas, decorreu a reunião da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Município de Loulé onde foi feito o balanço da época dos incêndios rurais no concelho durante 2022, o ano em que houve a maior área ardida neste território desde 2004.

O incêndio que deflagrou nas Gambelas, concelho de Faro, no dia 13 julho, alastrando-se com grande intensidade e gravidade para o concelho de Loulé, foi responsável pelo aumento da área ardida este ano.

Estas conclusões foram, assim, apresentadas numa reunião presidida pelo autarca Vítor Aleixo, tendo sido realizadas várias apresentações sobre o trabalho desenvolvido no patamar municipal e os resultados alcançados, desde a fase de planeamento, sensibilização e informação pública, prevenção, vigilância e combate a incêndios rurais.

Não obstante a vigilância normal levada a cabo pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, em conjunto com as juntas de freguesias e associações e clubes de caçadores, houve um reforço durante o período em que foi decretada situação de contingência, por forma a aumentar o empenhamento dos operacionais no terreno. Salienta-se a grande disponibilidade, empenho e cooperação de todos os agentes de proteção civil e das populações residentes durante os incêndios rurais que deflagraram no Município.

Por outro lado, este ano a Autarquia reforçou o seu dispositivo através da inauguração da Unidade Avançada de Proteção Civil de Loulé, estrutura localizada estrategicamente para apoiar e reforçar a defesa da floresta contra os incêndios rurais na Serra do Caldeirão. Pela primeira vez, entre 20 de junho e 2 de outubro, dois elementos do destacamento de cavalaria da GNR fizeram o patrulhamento florestal diário entre as freguesias de Salir e do Ameixial, contribuindo assim para a prevenção de incêndios.

De acordo com os responsáveis municipais, é necessário ter consciência de que o aumento das temperaturas e a mudança do clima potenciam a ocorrência cada vez mais frequente de fenómenos naturais extremos. Nesse sentido, “a Autarquia continua a trabalhar e a desenvolver a sua estratégia para minimizar os efeitos dos incêndios rurais, para a segurança e salvaguarda das populações e a manutenção da biodiversidade”.

De referir que neste momento de análise e balanço estiveram presentes elementos da Comissão Municipal de Proteção Civil e as entidades que integram as reuniões operacionais de defesa da floresta contra incêndios, realizadas quinzenalmente entre 1 julho e 30 de setembro, período operacional especial de combate a incêndios rurais.