História da indústria conserveira olhanense retratada em exposição

Memórias da Nossa História: A Indústria Conserveira em Olhão é o nome da nova exposição do Município de Olhão, produzida pelo Arquivo Municipal e concebida mais uma vez para um espaço exterior. Desta vez, a mostra estará patente no Largo da Fábrica Velha, na cidade cubista, a partir das 16h00 de amanhã, 26 de novembro.

Intimamente ligada à cidade, a indústria conserveira faz parte da vida e da memória dos olhanenses há mais de um século. Em finais do século XIX começaram a instalar-se em Olhão modernas fábricas de conservas de pescado em azeite e molhos, nunca esquecendo também as mais antigas conservas em salmoura. 

Não se conhecendo, ao certo, a data exata de fundação da primeira fábrica, sendo a francesa Éstablissments F. Delory geralmente apontada como a primeira sabe-se, no entanto, que no Inquérito Industrial de 1881 ainda não existia qualquer fábrica, e que na documentação à guarda do Arquivo Municipal identificou-se o nome de Frederico Delory, pela primeira vez, na Ata da sessão de Câmara de 13 de fevereiro de 1884, onde é feito um pedido de aforamento de um terreno “ao lado da praia do poente”. Mais tarde, a 5 de janeiro de 1887, surge a referência a “Armand Haüet, diretor da fábrica Delory para conservas de sardinhas”, localizada na praia do Levante.

Indiscutível na história da indústria conserveira é que a instalação de diversas fábricas favoreceu o desenvolvimento da pesca local, assim como o incremento da construção naval, ao mesmo tempo que contribuiu decisivamente para o crescimento urbano e demográfico da então vila, hoje cidade, de Olhão.

Mostrando informação original existente nas coleções do Arquivo Municipal e demais dados retirados de publicações, entre os anos 20 e os anos 50 do século XX, esta exposição permite recordar a história daquele que chegou a ser o principal centro conserveiro do Algarve e um dos mais importantes do país. Com alguma nostalgia do bulício que outrora a atividade fabril provocava em Olhão, certo é que a história ainda está bem viva, tanto através das fábricas que hoje continuam em laboração, como da memória de todos aqueles que viram as suas vidas ligadas a esta indústria.

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