João Rodrigues conquista Volta ao Algarve 2021

João Rodrigues venceu a Volta ao Algarve, com um ataque no Malhão que Ethan Hayter não conseguiu responder, entregando a Camisola Amarela Turismo do Algarve ao ciclista da W52-FC Porto. O algarvio foi novamente segundo numa etapa de montanha, mas desta feita foi mais do que suficiente para colocar um nome português na lista de vencedores da corrida, algo que não acontecia há 15 anos.

João Rodrigues sucede a Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep) e Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), numa Volta ao Algarve que tem sido dominada pelas grandes equipas estrangeiras. A Ineos Grenadiers bem tentou que Ethan Hayter fosse mais um dos seus corredores a ganhar a corrida, protegendo ao máximo o seu líder, enquanto Kasper Asgreen ambicionou dar uma segunda vitória consecutiva à Deceuninck-QuickStep. Porém, a W52-FC Porto esteve atenta os adversários durante grande parte da etapa e dominou na subida ao Malhão. A etapa foi ganha por Élie Gesbert (Arkéa Samsic).

“É uma alegria imensa, uma grande vitória, foi algo magnífico que acabamos de fazer. Esta vitória deu muito trabalho e agora é a parte de desfrutarmos deste esforço. É uma vitória do coletivo, eu apenas consegui rematar da melhor forma possível e melhor presente não podia dar à minha equipa”, afirmou João Rodrigues.

“Ganhar em casa é sempre magnifico, tenho cá a minha família e amigos. Não foram cinco etapas perfeitas, mas conseguimos rematar da melhor forma no dia mais importante. A equipa esteve muito bem, o Amaro fez um trabalho espetacular e, por isso, é que estamos aqui a celebrar. Estamos de parabéns. Não nos interessava discutir qualquer outra posição que não o primeiro lugar por isso iríamos atacar”, acrescentou.

O sucesso português na 47ª edição da Volta ao Algarve não ficou por aqui. Luís Fernandes conquistou a classificação da montanha, vestindo assim a Camisola Azul Lusíadas, enquanto a W52-FC Porto foi a melhor equipa.

O ciclista da Rádio Popular-Boavista integrou a fuga de 13 ciclistas que animou a etapa: Ryan Gibbons (UAE Team Emirates), Oliver Naesen (AG2R Citroën Team), Pascal Ackermann e Michael Schwarzmann (Bora-Hansgrohe), Sam Bennett e Michael Morkov (Deceuninck-Quick-Step), Danny van Poppel (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), Héctor Sáez (Caja Rural-Seguros RGA), Mauro Finetto (Delko), Joan Bou (Euskaltel-Euskadi), Benjamin Thomas (Groupama-FDJ), Luís Fernandes (Rádio Popular-Boavista) e Pedro Pinto (Tavfer-Measindot-Mortágua).

Nas duas primeiras subidas de terceira categoria, Picota e Barranco do Velho, Luís Fernandes somou a pontuação máxima, aposta que acabaria por ser compensada com a vitória nessa classificação.

A primeira hora de corrida foi feita a grande velocidade, 47,8 quilómetros/hora, tendo reduzido um pouco depois, mas ainda assim houve pressa de decidir o vencedor da Volta ao Algarve. Ajudou a etapa ser curta: 170,1 quilómetros, ainda que o acumulado fosse de 3280 metros.

Com a fuga controlada, Kasper Asgreen abriu as hostilidades entre os principais candidatos a 15 quilómetros da meta. Beneficiou pouco depois da ajuda de Morkov e Bennett que estavam na fuga, mas o dinamarquês acabou por não conseguir o objectivo de vencer a corrida. Já Sam Bennett confirmou ser o dono da Camisola Verde Crédito Agrícola. O irlandês venceu as etapas ao sprint de Portimão e Tavira.

Asgreen – o mais forte no contrarrelógio em Lagoa – foi quem ainda tentou responder aos esticões da W52-FC Porto já no Malhão, com Hayter a ceder a dois quilómetros da meta. A queda no contrarrelógio deixou marcas no jovem britânico, que ficou em segundo na geral, a nove segundos de Rodrigues. Asgreen fechou o pódio, a 28 segundos.

Na juventude, a estadia da Hagens Berman Axeon em Portugal foi de sucesso. Há uma semana Sean Quinn venceu a Clássica da Arrábida e agora vestiu a Camisola Branca IPDJ, símbolo do melhor jovem na Volta ao Algarve.

Élie Gesbert deu a terceira vitória da época à Arkéa Samsic ao vencer no Malhão: “Foi uma etapa disputada a alta velocidade desde a partida. Sentia-me bem hoje e já conhecia a chegada e acreditavamos que poderíamos discutir a etapa. Nos momentos decisivos tomámos as rédeas da corrida e a vitória sorriu-nos na chegada.”