Município de Alcoutim vai criar Casa de Campo para albergar caminhantes

O Município de Alcoutim viu aprovada, no passado dia 6 de janeiro, uma candidatura ao Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE) designada por “READY – Recursos Endógenos e Desenvolvimento do Turismo Ativo”. Pretende-se a criação de um espaço para albergar caminhantes da Via Algarviana, bem como praticantes de pedestrianismo, de cicloturismo e BTT.

A candidatura prevê a recuperação do Moinho de Vento da Pateira para Casa de Campo (Albergue), o qual disporá de dois quartos, de duas salas, copa, instalações sanitárias e vestíbulo, e que se desenvolverá num prédio urbano, localizado no sitio da Pateira, junto à Povoação de Afonso Vicente, num terreno com uma área aproximada de 520,00m2, com uma área bruta de construção de 118,90m2, localizado na união de freguesias de Alcoutim e Pereiro, concelho de Alcoutim, em plena serra Algarvia, território de Baixa densidade.

A operação tem enquadramento no Programa Operacional CRESC Algarve 2020, eixo prioritário 5 – investir no emprego, objetivo temático 8 – promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade laboral, prioridade de investimento – 8.9. – A conceção de apoio ao crescimento propício ao emprego, através do desenvolvimento do potencial endógeno como parte integrante de uma estratégia territorial para zonas especificas, incluindo a conservação de regiões industriais em declínio e o desenvolvimento de determinados recursos naturais e culturais e da sua acessibilidade, estando o investimento incluído no Plano de Ação de Desenvolvimento de Recursos Endógenos (PADRE).  

Prevê-se a criação de uma infraestrutura adequada a receber o turismo de natureza e turismo ativo, através da valorização do património natural, contribuindo para atrair e acolher visitantes que contribuem para a consolidação das infraestruturas âncoras existentes no Algarve, destinadas à prática da atividade de cicloturismo e pedestrianismo, procurando assim conseguir criar condições de sustentação económica nos territórios de baixa densidade.

A operação, que se prevê estar concluída até 31 de dezembro de 2022, tem um investimento elegível de 260.026,95 euros, ao qual foi atribuída uma comparticipação comunitária (FEDER) de 182.018,86 euros.